14 February 2009

Ballistics report contradicts the security of East Timor President Ramos-Horta

Unofficial machine translation. Original Portuguese text follows.

Dili, Timor-Leste 10/02/2009 08:55 (LUSA) Dili, Feb 10 (Lusa) - The results of ballistic tests do not confirm the report of the secuirty of the President of Timor-Leste republic on February 11, 2008, sources involved in the research told Lusa in Dili today.

The ballistic analysis carried out in Australia, after tests with various weapons used in the events of a year ago, stated that Major Alfredo Reinado and soldier Leopoldino Exposto were not killed with the same gun, according to sources.

The ballistics were not conclusive on the type or types of weapon with which Alfredo Reinado and Leopoldino Exposto shot because the bullet fragments recovered from the bodies do not allow this level of information.

Tests conducted in November indicate, however, that none of the weapons expert was used to shoot Alfredo Reinado or hat killed soldier Leopoldino , matching the information collected by Lusa.

The Timorese authorities realized that not all the weapons that experts were to be delivered to the Attorney General's Office for the East Timorese armed forces, according sources involved in the process.

The main implication of the many questions posed by ballistic tests is to contradict the story repeated until now by the security of Jose Ramos Horta, or the media or in the judicial inquiry.

In the official version, one of the eleven Timorese soldiers who guarded the residence of the Head of State responded by shooting to the presence of Alfredo Reinado and three of his men, all armed in the garden of the house of Ramos Horta.

The Reinado's men were, moreover, to disarm one of the soldiers at the gate, which was withdrawn the M16 rifle.

"Given that, another security of the President, whose identity is known to the public and the authorities," took his gun and shot towards the two elements of the group (the major), having reached the Reinado and Leopoldino as appears in documents of the case to the Lusa had access.

This version of the same shooter behind the death of Reinado and Leopoldino, and one gun, falls to the ground with a ballistic analysis.

The results of the tests "have not hit well, does not feel right", admitted today the Attorney General, Longuinhos Monteiro, a press conference convened following a request to interview the Lusa.

Longuinhos Monteiro declined to comment on any details of ballistics, but announced that he requested the holding of further tests on Feb. 12 to clarify "one or two points in doubt."

The fact that the gun that was used to kill Alfredo Reinado is not among the weapons experts led to a new application from the command of Falintil PGR-Defense Forces of Timor-Leste (F-FDTL) to send weapons missing in research, judicial sources said even the Lusa.

The Attorney General of the Republic sent in January, to this end, an official request for surrender of arms for the missing expertise, addressed to Brigadier-General Taur Matan Ruak as Chief of Staff General of the F-FDTL.

The ballistic tests had the purpose "to suspected weapons seized during the Joint Command and weapons that the F-FDTL indicated to the PGR as were those of military service at the residence of the President on the morning of February 11 , 2008, judicial source told the Lusa.

On the eve of the anniversary of the double attack on the President and prime minister, it remains unclear what happened, but Longuinhos Monteiro promised today that the complaint will be delivered on time, until 04 March, the Court of Dili. PRM Lusa / Fim
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Balística contradiz relato da segurança de Ramos Horta

Díli, Timor-Leste 10/02/2009 08:55 (LUSA)


Díli, 10 Fev (Lusa) - O resultado dos testes de balística não confirmam o relato da segurança do Presidente da Repúllica de Timor-Leste sobre o 11 de Fevereiro de 2008, afirmaram hoje à Agência Lusa em Díli fontes envolvidas na investigação.

A análise balística efectuada na Austrália, após testes a várias armas usadas nos acontecimentos de há um ano, indicou que o major Alfredo Reinado e o soldado Leopoldino Exposto não foram mortos com a mesma arma, segundo essas fontes.

A balística não foi conclusiva sobre o tipo ou tipos de arma com que Alfredo Reinado e Leopoldino Exposto foram atingidos, dado que os fragmentos de bala recuperados nos corpos não permitem esse nível de informação.

Os testes efectuados em Novembro indicam, no entanto, que nenhuma das armas peritadas foi a usada para disparar sobre Alfredo Reinado nem a que matou o soldado Leopoldino, ainda segundo informações coincidentes recolhidas pela Lusa.

As autoridades judiciais timorenses perceberam também que nem todas as armas que deviam ser peritadas foram entregues à Procuradoria-geral da República pelas Forças Armadas timorenses, ainda segundo fontes envolvidas no processo.

A implicação principal das muitas questões levantadas pelos testes balísticos é contradizer o relato repetido até agora pela segurança de José Ramos Horta, quer nos meios de comunicação social quer em sede de inquérito judicial.

Na versão oficial, um dos onze militares timorenses que guardavam a residência do chefe de Estado reagiu a tiro à presença de Alfredo Reinado e de três dos seus homens, todos armados no interior do jardim da casa de Ramos Horta.

Os homens de Reinado estavam, aliás, a desarmar um dos militares no portão, a quem foi retirada a sua espingarda M16.

«Em face disso», um outro segurança do Presidente, cuja identidade é conhecida do público e das autoridades, «pegou na sua arma e disparou em direcção aos dois elementos do grupo (do major), tendo atingido o Reinado e o Leopoldino», conforme consta em documentos do processo a que a Lusa teve acesso.

Esta versão de um mesmo atirador na origem da morte de Reinado e de Leopoldino, e de uma só arma, cai por terra com a análise balística.

O resultado dos testes «ainda não bate bem, não bate certo», admitiu hoje o procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, numa conferência de imprensa convocada na sequência de um pedido de entrevista da Lusa.

Longuinhos Monteiro recusou-se a comentar quaisquer outros detalhes da balística, mas anunciou que pediu a realização de mais testes no dia 12 de Fevereiro para esclarecer «um ou dois pontos em dúvida».

A constatação de que «a arma que foi usada para matar Alfredo Reinado não está entre as armas peritadas motivou um novo pedido da PGR ao Comando das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) para o envio das armas em falta na investigação», afirmaram ainda fontes judiciais à Lusa.

O procurador-geral da República dirigiu em Janeiro, para esse efeito, um pedido oficial de entrega das armas em falta para peritagem, endereçado ao brigadeiro-general Taur Matan Ruak como chefe do Estado-Maior-general das F-FDTL.

Os testes de balística tiveram por objecto «as armas apreendidas aos suspeitos na altura do Comando Conjunto e as armas que as F-FDTL indicaram à PGR como sendo as que eram dos militares de serviço na residência do Presidente da República na manhã de 11 de Fevereiro de 2008», afirmou à Lusa fonte judicial.

Na véspera do aniversário do duplo ataque contra o Presidente da República e o primeikro-ministro, continua por apurar o que aconteceu, mas Longuinhos Monteiro prometeu hoje que a acusação será entregue dentro do prazo, até 04 de Março, no Tribunal de Díli. PRM Lusa/Fim
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