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07 March 2009

Timor-Leste: Ramos recognised Marcelo Caetano as the 11the February shooter

Machine translation. Original Portuguese text follows. Dili, 05 Mar (Lusa) – The Timor-Lestes’s President of Republic, Jose Ramos Horta told Lusa News Agency today , in Dili, he recognised the former military-man Marcelo Caetano as the one who shot him.

“I recognise Marcelo Caetano” as the shooter of March 11th 2008, Jose Ramos Horta said.

”I was much hesitant for months” the Head of State explained, but during the last encounter with the former lieutenant Gastao Salsinha, the President of Republic had a positive identification.

At that meeting, “the Attorney General (Longuinhos Monteiro) had brought Marcelo Caetano around” Jose Ramos Hortal recalled.

Seeing him in close proximity, I recognised him as the one who shot, besides evidence left at the spot”, the President added, reversing previous statements made throughout 2008.

The Head of State was commenting the indictment of the February 11 case, handed over to the Dili Tribunal on Tuesday by the Office of Public Prosecutor .

“I look forward to the (case’s) outcome, which shall be at the court, and it will be there that truth shall be set and justice shall be made” said Jose Ramos Horta.

The Public Prosecutor has indicted 28 people for the double attack on the President of Republic and on the Prime Minister, Xanana Gusmão, nearly all of them former members of the Security Forces, along with the former fiancée of major Alfredo Reinaldo, Ms Angelita Pires.

“As a human being, and a Christian, I forgive them” replied Jose Ramos Horta, when questioned on the possibility of granting a presidential pardon to the defendants.

”As Head of State, I have to weight all aspects”, Jose Ramos Horta cautioned.

”After all, they are also victims of the 2006 crisis, set off by the failure of the Timorese leadership, as I have said all along”, the Timorese President underlined.

”Tough I bore the brunt of it, I am moved by no rancour towards those who shot against me”, he said.

“Rather, I carry on nurturing unto them total sympathy because I know they are just ordinary people caught amidst this whole tragedy set off by failure of the political leadership” he stressed.

Ramos Horta statements were made at the end of a public session, whereupon the President of the Republic took questions from the civil society on peace and fight against poverty.

Jose Ramos-Horta brought his remarks to a close by recalling his notion on justice ever since 1999 towards the crimes committed under Indonesian occupation.

The President of the Republic denied there exist impunity in Timor Leste and reaffirmed the motives that took him to pardon, in May 2008, around 90 prisoners, including the last group of those condemned in the country for crimes against humanity. PRM. Lusa/end
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Timor-Leste: Ramos-Horta reconhece Marcelo Caetano como atirador do 11 de Fevereiro (C/ÁUDIO)06h25m Díli, 05 Mar (Lusa) - O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse hoje Agência Lusa, em Díli, ter reconhecido o ex-militar Marcelo Caetano como o homem que atirou sobre ele.

"Reconheço Marcelo Caetano" como o atirador do 11 de Fevereiro de 2008, afirmou José Ramos-Horta.

"Hesitei muito durante meses", explicou o chefe de Estado, mas no último encontro que o Presidente da República teve com o ex-tenente Gastão Salsinha houve uma identificação positiva.

Nesse encontro, "o procurador-geral da República (Longuinhos Monteiro) trouxe também o Marcelo Caetano", contou José Ramos-Horta.

"Vendo com mais proximidade, reconheci que foi ele que fez os disparos, para além das provas deixadas no terreno", acrescentou o Presidente, corrigindo várias declarações em contrário feitas ao longo de 2008.

O chefe de Estado comentava a acusação formal do caso 11 de Fevereiro, entregue na terça-feira pelo Ministério Público no Tribunal de Díli.

"Aguardo pelo desfecho (do caso) que será no tribunal e ali é que as verdades serão ditas e encontradas e que a justiça será feita", declarou José Ramos-Horta.

O Ministério Públicou acusou 28 pessoas pelo duplo ataque ao Presidente da República e ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, quase todos ex-elementos das forças de segurança e também a ex-companheira do major Alfredo Reinado, Angelita Pires.

"Enquanto ser humano, cristão, eu os perdoo", respondeu José Ramos-Horta quando questionado sobre a possibilidade de um indulto presidencial para os acusados.

"Enquanto chefe de Estado, terei que pesar todos os elementos", ressalvou José Ramos-Horta.

"Eles, ao fim e ao cabo, são também vítimas da crise de 2006, provocada pela falha da liderança timorense, como eu sempre disse", sublinhou o Presidente timorense.

"Apesar de eu ter pago um preço elevado, não me move qualquer rancor em relação aos que dispararam sobre mim", disse.

"Pelo contrário, continuo a nutrir por eles total simpatia porque sei que é gente pequena que ficou embrulhada em toda essa tragédia por falhas da lidernça política", frisou.

As declarações de Ramos-Horta foram feitas no final de uma sessão pública em que o Presidente da República respondeu a questões da sociedade civil sobre paz e luta contra a pobreza.

José Ramos-Horta encerrou a sua intervenção recordando que o seu conceito de justiça desde 1999 para os crimes cometidos sob a ocupação indonésia.

O Prresidente da República negou que exista impunidade em Timor-Leste e reafirmou as razões que o levaram a indultar, em Maio de 2008, cerca de 90 presos, incluindo o último grupo de condenados por crimes contra a humanidade no país. PRM. Lusa/fim
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Image added by ETLJB: Jose Ramos Horta, President of East Timor and Deceased rebel soldier, Alfredo Reinado.

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